quarta-feira, 31 de maio de 2017

A vida de Jesus na história da arte


Via crúcis

1ª estação - Jesus é capturado



Autor: Caravaggio
Título: A captura de cristo
Ano: 1602





Autor: Ducio
Título: (possível) Prendiment de Jesus
Ano: 1311
Estilo: medieval




Autor: desconhecido
Título: desconhecido
Estilo: neoclássico



2ª Estação - Jesus carrega a cruz





Autor: Ambrogio di Stefano da Fossano (Il Bergognone)
Título: Christ Carrying the Cross
Ano: 1501





Título: Christ falling on the way to calvary (Cristo a caminho do calvário)
Autor: Rafael
Ano: 1516–1517





3ª estação - Jesus cai pela primeira vez













4ª estação - Jesus encontra sua mãe
















5ª estação - Jesus é ajudado por Simão Cirineu








6ª estação - Verônica limpa a face de jesus











7ª estação - Jesus cai pela segunda vez







8ª estação - Jesus encontra as mulheres de Jerusalém















9ª estação - Jesus cai pela terceira vez



10ª estação - Jesus é despido de suas vestes






11ª estação - Jesus é pregado na cruz







12ª estação - Jesus morre na cruz



Pintura de Peter Gertner















13ª estação - Jesus é retirado da cruz


(imagem em alta resolução, clique para ampliar)

Peter Paul Rubens, 1614





Duccio, 1308-1311




Robert Campin, 1448-1465, trata-se de uma cópia feita logo após o desaparecimento da pintura original



Imagem em alta resolução, clique para ampliar,

Rogier Van der Weyden, 1432



Detlhe da pintura acima: Maria Madalena



Detalhe: Maria de Clopas, São João o evangelista, e Maria Salomé
Nota que o autor atentou-se para pintar a obra com muitos detalhes, é possível ver até as lágrimas da lamentação pela morte de Jesus


14ª estação - Jesus é sepultado





Na inscrição lê-se em francês: Jesus é colocado em sua sepultura

1906. Vitral de J. Dobbelaere na Igreja de Notre-Dame de la Visitation, Rochefort, na Bélgica.

Imagem em alta resolução, clique para ampliar.




Altar-mor em Château-Garnier, França



Séc. XVI. Escultura na Igreja de Notre-Dame de Joinville, Haute-Marne, França.






quarta-feira, 24 de maio de 2017

O Cenário econômico no suxo de caixinha



Hoje fui no supermercado procurar um suco de caixinha pra comprar. Vi que não havia nenhuma promoção lá por volta dos R$2,60 como há geralmente, o valor mínimo era de 4,98. EM todo momento se fala em crise, desemprego, crise econômica, confiança do investidor essas coisas. Todo mundo fala na crise mas todos continuam comprando. Eu sou da época em que a coca-cola custava 1,79! e hoje ela custa pra mais de 6 reais, será que por isso deixou de ser a bebida mais vendida no Brasil? Claro que não! Consideremos um aumento de mais de 200% nos últimos 10 ou 15 anos.

Sempre que vou ao supermercado vejo coisas que me fazem pensar. Há uma batalhão de empregados com baixa escolaridade, serviçais que se sujeitam a um emprego ruim em troca de 900 reais por mês para não morrerem de fome. Se há uma elite que precisa ser servida, então são necessários serviçais para serví-los, desde que não tenham ensino superior, pois quem tem vai procurar outra coisa na vida. É preciso aquele jovem ou moça disposto a aceitar todas as ordens que a chefe der em troca de um salário miserável, trabalhar até tarde da noite, 10, 12 horas por dia em troca de algumas migalhas que mal dá pra pagar o aluguel e as despesas de casa, se tiver filho então tudo fica mais difícil.

Vivemos em um país que é a 6ª economia do mundo mas a 185ª em distribuição de renda. Ladislau Dowbor, economista da PUC-SP fez o seguinte cálculo: pegou todo o PIB brasileiro e dividiu por cada habitante do país, resultado: cada família com 4 pessoas receberia 8 mil por mês. Isto não ocorre é claro por um negócio chamado desigualdade econômica, que no Brasil é muito maior que me outros países, e na minha opinião a causa de muitos problemas da sociedade, a violência é e um exemplo claro onde a desigualdade é um gerador importante, mesmo não sendo o único.

Recentemente o saque do FGTS foi usado com uma benção dos céus dada por Michel Temer, em busca de aumentar sua popularidade é claro. O brasileiro achou o máximo, aquela grana guardada há anos finalmente poderia ser sacada. Acontece que esse dinheiro será gasto para pagar bancos, dívidas e juros, ou seja, não irá beneficiar o trabalhador em nada. O dinheiro do fgts é seu, ou seja tu trabalhastes para guardá-lo e o governo só agora autoriza você a sacá-lo como um ato de bondade, como se o governo Temer estivesse preocupado com o povo, um dinheiro seu que fica na mão deles.
Se o trabalhador pede demissão de um emprego esse dinheiro fica preso, nenhum centavo pode ser retirado, um completo absurdo já que a grana pertence ao trabalhador e não ao governo. O fgts deveria ser liberado no fim do contrato de trabalhado qualquer que seja o motivo do encerramento.

Em Abril fui nas casas Bahia comprar um celular novo, o valor do aparelho era de 560 reais, perguntei sobre o parcelamento, em 10 vezes sairia 850 reais. Para onde vão os 290 restantes? Para o bolso de alguém é claro. Há uma categoria no Brasil chamada de rentistas, são pessoas vivem apenas da renda de seu patrimônio e de suas empresas e propriedades, ou seja, não trabalham. Os quase 50% de juros no celular corroem o já baixo salário do trabalhador, é uma transferência direta do dinheiro suado do pobre para o rico com autorização e tudo legalizado pelo governo. Atualmente os juros do cartão de crédito ultrapassam os 400% ao ano. O brasileiro não se importa com os juros, preocupa-se apenas com o valor mensal, se ele consegue pagar, tudo bem então.

Nossa economia é baseada em consecutivos assaltos ao bolso do trabalhador, mesmo em momentos de crise os bancos continuam lucrando bilhões, para eles não há crise, o lucro sempre continua crescendo. Para que nós aceitemos isso é necessário uma série de distrações como futebol, mulheres bonitas na tv (sempre com pouca roupa), carnaval e aquele joguinho no celular. O capitalismo produz estruturas de alienação para que a população continue domesticada e passiva diante de tais truculências praticadas pelos sistema financeiro e pelo Estado.

É incrível como as pessoas matam e morrem por times de futebol mas não luta, por uma melhor escola para seus filhos, ou por uma unidade de saúde decente.
Todos votam no Big Brother mas ninguém sabe o que é um orçamento participativo, ninguém quer participar de nada, somos acomodados esperando por bondades sentados no sofá vendo algum programa idiota.
Será que vamos levantar algum dia?




Fonte:

http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2015/08/mesmo-diante-de-crise-lucro-dos-bancos-nao-para-de-crescer.html

domingo, 16 de abril de 2017

Exposição sobre Leonardo Da Vinci em Taubaté até Maio



O público de Taubaté e região pode conferir até dia 15 de Maio a Exposição "Da Vinci - A exibição". São apresentadas diversas obras, incluindo pinturas famosas como Monalisa e a Santa Ceia. Leonardo foi um gênio de múltiplos talentos, desenvolvendo estudos em áreas como engenharia, medicina, física, etc. Em suas invenções ele procurava formas de resolver problemas cotidianos de seu tempo.

A lição que fica de Leonardo é que ele era apaixonado pelo conhecimento, em entender como o mundo funciona.


Local: Shopping Via Vale - Taubaté
Valor do ingresso: R$25,00
Meia entrada: R$12,50
Pacote família para quatro pessoas: R$50,00
Crianças de até três anos não pagam

Confira abaixo algumas fotos tiradas por mim: (clique para ampliar)







A mitologia em O Senhor dos Anéis


Quando ouvimos a palavra mitologia logo lembramos das histórias heroicas dos deuses e semideuses da Grécia antiga.
Uma mitologia nada mais é do que uma história criada para explicar o mundo, sua criação e como ele funciona, de que forma as forças sociais se organizam, etc.

Na antiguidade se houvesse uma erupção vulcânica as pessoas logo acreditariam que se tratava da ira de Deus, pois naquela época não havia o conhecimento sobre este fenômeno da natureza.

Todos os povos de diversas partes do mundo tendiam a divinizar a natureza, ou seja, atribuir aos fenômenos naturais causas divinas. Se houve uma enchente ou um tremor de terra, era porque os deuses não tiveram oferendas suficientes ou estão zangados com o comportamento de seu povoado.


A mitologia de Tolkien é fantástica, em nome de possuir um anel que pode controlar a todos, criaturas e homens lutam para obter sua propriedade.

Uma grande lição que fica evidente nos três filmes de O Senhor dos anéis é a ganância. Absolutamente tudo é feito na tentativa de possuir o anel, a vontade do poder leva à destruição do mundo, guerras monumentais são travadas, cidades arrasadas e florestas devastadas em nome da vontade de dominar tudo e todos.


Biografia - Sigmundo Freud

Há 160 anos nascia, em 6 de maio de 1856, em Freiberg, na Morávia (pertencente ao Império Austríaco e atual região da República Tcheca), Sigmund Freud. As contribuições de Freud para os estudos acerca da compreensão humana são diversas e refletem no trabalho de muitos pensadores.

Freud descobriu o inconsciente e também abalou as estruturas sobre o que a humanidade pensa sobre o tempo
Alguns dizem até que seus estudos influenciaram a escola dos Annales, a revolução sobre a mudança das estruturas e de como se produz história.

Uma vez que as estruturas de se pensar o tempo estão abaladas, o modo como se produz história também muda.



segunda-feira, 27 de março de 2017

A morte de um inocente vira estatística mais uma vez



Um argentino estava com seus amigos num bar do Rio de Janeiro e foi brutalmente espancado até a morte. O motivo? Ter esbarrado em alguém que não gostou

A violência quase já não choca as pessoas, pois ela acontece tantas vezes todos os dias que praticamente estamos acostumados. É a naturalização do bizarro, aquilo que é deplorável passa a ser normal.

Temos a ideia de que é possível resolver tudo na base da porrada, nós não sabemos argumentar. Diante de um acidente de trânsito, um esbarrão, entre outras cenas do cotidiano, raramente usamos as palavras “me desculpe” “por favor” “com licença” “por gentileza”. Algumas pessoas acreditam que os brasileiros são passivos, que aceitam tudo, eu acredito no contrário. Quantas ações violentas presenciamos no dia a dia, uma briga de trânsito, alguém que atirou em outra pessoa porque ela pisou no seu pé, ou alguém que perdeu os dentes apenas por ter olhado para a namorada do agressor.

A violência parece que está em nós, em nosso DNA. O Brasil registra cerca de 60 mil mortes por violência por ano. São pais de família, trabalhadores, policiais, empresários, crianças, todos estão sujeitos a uma ação violenta, ou a uma tal de “bala perdida”. O grande número de mortes por arma de fogo demonstra a incapacidade do estado de fazer valer o estatuto do desarmamento. Não acredito que se as armas fossem liberadas tudo seria melhor, mas a proibição que existe praticamente não vale nada. O Crime organizado, o tráfico internacional de drogas e armas é uma indústria bilionária que estaria entre as top 10 empresas em movimentação financeira. Grande parte das armas que estão na mão dos criminosos são fabricadas no Brasil, ou seja, elas caem em mãos erradas por alguma forma, seja quando são tomadas de policiais, ou vendidas por eles mesmos ao crime organizado. A indústria de armas de fogo no Brasil é também um negócio bilionário, portanto quanto mais violência e morte melhor para os empresários deste setor.

A essência da ação violência é a não aceitação do outro. Ele é diferente de mim portanto é inferior. A isso dá-se o nome de etnocentrismo, ou seja, colocar a sua cultura como sendo superior as outras. Acredito que o fato de o rapaz ser argentino também foi um fator que influenciou a agressão. Existe uma rivalidade histórica entre Brasil e Argentina que é facilmente percebida nos jogos de futebol. Acreditamos que os argentinos são um povo muito inferior a nós.

Hoje uma família chora a perda do seu filho enquanto espera da justiça brasileira ações para punir os envolvidos. A estrutura judicial é tão complexa que não há certeza de que os culpados serão punidos. Ainda mais se forem jovens ricos e puderem pagar advogados influentes, que na maioria dos casos conhecem bem os juízes que irão julgar o caso. O goleiro Bruno foi condenado a 22 anos de prisão e ficou apenas 6 anos

Matías Sebastian Carena, de 28 anos gostava de jogar futebol e de acompanhar as partidas de seu time favorito. Era um rapaz como qualquer um de nós, poderia ser um filho, um irmão, um tio. Infelizmente é mais uma vida que se vai por um motivo extremamente fútil.