quarta-feira, 24 de maio de 2017

O Cenário econômico no suxo de caixinha



Hoje fui no supermercado procurar um suco de caixinha pra comprar. Vi que não havia nenhuma promoção lá por volta dos R$2,60 como há geralmente, o valor mínimo era de 4,98. EM todo momento se fala em crise, desemprego, crise econômica, confiança do investidor essas coisas. Todo mundo fala na crise mas todos continuam comprando. Eu sou da época em que a coca-cola custava 1,79! e hoje ela custa pra mais de 6 reais, será que por isso deixou de ser a bebida mais vendida no Brasil? Claro que não! Consideremos um aumento de mais de 200% nos últimos 10 ou 15 anos.

Sempre que vou ao supermercado vejo coisas que me fazem pensar. Há uma batalhão de empregados com baixa escolaridade, serviçais que se sujeitam a um emprego ruim em troca de 900 reais por mês para não morrerem de fome. Se há uma elite que precisa ser servida, então são necessários serviçais para serví-los, desde que não tenham ensino superior, pois quem tem vai procurar outra coisa na vida. É preciso aquele jovem ou moça disposto a aceitar todas as ordens que a chefe der em troca de um salário miserável, trabalhar até tarde da noite, 10, 12 horas por dia em troca de algumas migalhas que mal dá pra pagar o aluguel e as despesas de casa, se tiver filho então tudo fica mais difícil.

Vivemos em um país que é a 6ª economia do mundo mas a 185ª em distribuição de renda. Ladislau Dowbor, economista da PUC-SP fez o seguinte cálculo: pegou todo o PIB brasileiro e dividiu por cada habitante do país, resultado: cada família com 4 pessoas receberia 8 mil por mês. Isto não ocorre é claro por um negócio chamado desigualdade econômica, que no Brasil é muito maior que me outros países, e na minha opinião a causa de muitos problemas da sociedade, a violência é e um exemplo claro onde a desigualdade é um gerador importante, mesmo não sendo o único.

Recentemente o saque do FGTS foi usado com uma benção dos céus dada por Michel Temer, em busca de aumentar sua popularidade é claro. O brasileiro achou o máximo, aquela grana guardada há anos finalmente poderia ser sacada. Acontece que esse dinheiro será gasto para pagar bancos, dívidas e juros, ou seja, não irá beneficiar o trabalhador em nada. O dinheiro do fgts é seu, ou seja tu trabalhastes para guardá-lo e o governo só agora autoriza você a sacá-lo como um ato de bondade, como se o governo Temer estivesse preocupado com o povo, um dinheiro seu que fica na mão deles.
Se o trabalhador pede demissão de um emprego esse dinheiro fica preso, nenhum centavo pode ser retirado, um completo absurdo já que a grana pertence ao trabalhador e não ao governo. O fgts deveria ser liberado no fim do contrato de trabalhado qualquer que seja o motivo do encerramento.

Em Abril fui nas casas Bahia comprar um celular novo, o valor do aparelho era de 560 reais, perguntei sobre o parcelamento, em 10 vezes sairia 850 reais. Para onde vão os 290 restantes? Para o bolso de alguém é claro. Há uma categoria no Brasil chamada de rentistas, são pessoas vivem apenas da renda de seu patrimônio e de suas empresas e propriedades, ou seja, não trabalham. Os quase 50% de juros no celular corroem o já baixo salário do trabalhador, é uma transferência direta do dinheiro suado do pobre para o rico com autorização e tudo legalizado pelo governo. Atualmente os juros do cartão de crédito ultrapassam os 400% ao ano. O brasileiro não se importa com os juros, preocupa-se apenas com o valor mensal, se ele consegue pagar, tudo bem então.

Nossa economia é baseada em consecutivos assaltos ao bolso do trabalhador, mesmo em momentos de crise os bancos continuam lucrando bilhões, para eles não há crise, o lucro sempre continua crescendo. Para que nós aceitemos isso é necessário uma série de distrações como futebol, mulheres bonitas na tv (sempre com pouca roupa), carnaval e aquele joguinho no celular. O capitalismo produz estruturas de alienação para que a população continue domesticada e passiva diante de tais truculências praticadas pelos sistema financeiro e pelo Estado.

É incrível como as pessoas matam e morrem por times de futebol mas não luta, por uma melhor escola para seus filhos, ou por uma unidade de saúde decente.
Todos votam no Big Brother mas ninguém sabe o que é um orçamento participativo, ninguém quer participar de nada, somos acomodados esperando por bondades sentados no sofá vendo algum programa idiota.
Será que vamos levantar algum dia?




Fonte:

http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2015/08/mesmo-diante-de-crise-lucro-dos-bancos-nao-para-de-crescer.html

Nenhum comentário:

Postar um comentário